Mau humor à parte, a cidade é legal porque é o mais próximo da caricatura de Alemanha que eu encontrei: homenzões bêbados de calça verde comendo wurst, casinhas de madeira com telhadinhos pontudos, igrejas góticas, etc., etc. É bonita, é bonita e é bonita!
E agora, como, preciso desencalhar esse blog, vou partir direto para os destaques.Comecemos assim: a primeira convenção do Partido Nacional Socialista aconteceu no restaurante-cervejaria mais tradicional da cidade. Nos anos 30, Hitler fazia discursos da janela do Hofbrauhäus. Não consigo virar a foto, então entortem o pescoço, por favor.
Até o fim da Segunda Guerra, Munique foi um dos grandes centros de apoio ao nazismo. Diz a lenda que túneis subterrâneos interligam vários prédios antigos do centro da cidade, por onde Hitler poderia circular sem ser visto. De fato, ao redor da Odeonsplatz, muito prédio foi sede da Gestapo, da SS, do Partido Nazi (alguns derrubados e reconstruídos, como a própria Hofbrauhaus).
A mais bonita é essa aí ao lado: uma linha amarela pintada numa ruela atrás da Odeonsplatz. Esse era o caminho que fazia quem era de oposição ao regime, para não passar pela sede do Partido e fazer aquela saudação famosa ao Führer.
O histórico de apoio/resistência ao nazismo é só uma das diferenças entre Munique e Berlim: Munique é católica (o "bom dia" deles tem "Gott" no meio, mais ou menos como o dos árabes), Berlim é protestante; Munique é cara, Berlim é barata. E etcétera. Por enquanto, eu tô do lado de Berlim. Talvez fale mais dela no próximo post.
